Cidade registra queda em licenciamento

 

Segundo um dos proprietários de lote Guilherme Passalacqua, “as expectativas são muito animadoras, visto que a Associação foi criada por um Estatuto muito bem elaborado, inclusive com cláusula que assegura se forma legal o recebimento das contribuições mensais e melhorias de os proprietários de lotes”. No Estatuto registrado considera-se que o inadimplente promove “enriquecimento ilícito” por ter seu bem valorizado, usufruindo das benfeitorias às custas dos adimplentes.

O processo de licenciamento de um empreendimento de prédios pode levar de um a dois anos. Neste sentido, as solicitações de licenciamento seriam concluídas em 2011. Daí surge a explicação de 2011 ter atingido 2,7 milhões de metros quadrados. 

 O número representa um aumento de 35% em comparação a 2009, quando foi licenciado 1,7 milhão de metros quadrados. Contudo, Batista conta que o número de licenciamento não deve ser levado em conta como norte para o mercado. "Mesmo que o número de licenciamento tenha caído, não afetará o mercado, já estamos iniciando outro momento melhor para o setor de incorporações imobiliárias", revela o engenheiro.

Especulação imobiliária

Durante o período de 2009, considerado de euforia econômica, estima-se que pouco mais de 30 empresas do setor da construção civil de outras cidades e estados investiram em empreendimentos na cidade. José Batista Ferreira conta que em 2014, apenas quatro permaneceram. “O setor da construção civil é produção de ativos e por isso não aceita especulação notadamente causada pela euforia. Saímos de um período agitado e estamos entrando em um momento mais seguro. E em especial em Ribeirão Preto, onde há empresas muito sólidas e competentes no que fazem", diz.

Queda e estabilização

Comparando 2013 e 2014, os meses que apresentaram maiores reduções no número de metros quadrados licenciados foram julho e agosto de 2014. Durante estes meses, em 2013 foram licenciados para a construção em Ribeirão Preto, respectivamente, 261,3 mil metros quadrados e 474 mil metros quadrados. No ano passado, os números caíram para 101,9 mil metros quadrados e 192 mil metros quadrados – uma redução de 60%.

A recuperação veio em dezembro de 2014, quando a Secretaria do Planejamento licenciou 217,3 mil metros quadrados.
A contar pela experiência, José Batista Ferreira acredita que o número de áreas licenciadas deve manter esta média e até apresentar uma pequena queda, em função da estabilização do setor.

  • Revide on-line
  • Bruno Silva
  • Foto: Lídia Muradas