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Cidade registra queda em licenciamento

De janeiro a dezembro do ano passado Ribeirão Preto teve pouco mais de 2 milhões de metros quadrados licenciados pela Secretaria do Planejamento e Gestão Pública para a construção civil. Em comparação ao mesmo período de 2013, o número de áreas licenciadas teve uma queda de 17,96%. 
O licenciamento é apenas uma intenção de construção. Mas quando uma construtora inicia o processo de licenciamento, o negócio imobiliário já foi viabilizado. Segundo José Batista Ferreira, engenheiro civil, proprietário da Costallat Engenharia, o setor passa por um período de estabilização, o que explicaria tal redução. "Após um período de mais de cinco anos, que foi uma certa euforia no setor da construção civil pela facilidade de crédito e outros fatores como a modalidade contratual de alienação fiduciária para a venda e compra dos imóveis, a tendência agora é, inicialmente, uma desaceleração que já está passando e estamos entrando num período mais seguro e equilibrado. É um processo natural”, explica. 
O processo de licenciamento de um empreendimento de prédios pode levar de um a dois anos. Neste sentido, as solicitações de licenciamento seriam concluídas em 2011. Daí surge a explicação de 2011 ter atingido 2,7 milhões de metros quadrados. 
O número representa um aumento de 35% em comparação a 2009, quando foi licenciado 1,7 milhão de metros quadrados. Contudo, Batista conta que o número de licenciamento não deve ser levado em conta como norte para o mercado. "Mesmo que o número de licenciamento tenha caído, não afetará o mercado, já estamos iniciando outro momento melhor para o setor de incorporações imobiliárias", revela o engenheiro.
Especulação imobiliária
Durante o período de 2009, considerado de euforia econômica, estima-se que pouco mais de 30 empresas do setor da construção civil de outras cidades e estados investiram em empreendimentos na cidade. José Batista Ferreira conta que em 2014, apenas quatro permaneceram. “O setor da construção civil é produção de ativos e por isso não aceita especulação notadamente causada pela euforia. Saímos de um período agitado e estamos entrando em um momento mais seguro. E em especial em Ribeirão Preto, onde há empresas muito sólidas e competentes no que fazem", diz.
Queda e estabilização
Comparando 2013 e 2014, os meses que apresentaram maiores reduções no número de metros quadrados licenciados foram julho e agosto de 2014. Durante estes meses, em 2013 foram licenciados para a construção em Ribeirão Preto, respectivamente, 261,3 mil metros quadrados e 474 mil metros quadrados. No ano passado, os números caíram para 101,9 mil metros quadrados e 192 mil metros quadrados – uma redução de 60%.
A recuperação veio em dezembro de 2014, quando a Secretaria do Planejamento licenciou 217,3 mil metros quadrados.
A contar pela experiência, José Batista Ferreira acredita que o número de áreas licenciadas deve manter esta média e até apresentar uma pequena queda, em função da estabilização do setor.
Revide on-line
Bruno Silva
Foto: Lídia Muradas


De janeiro a dezembro do ano passado Ribeirão Preto teve pouco mais de 2 milhões de metros quadrados licenciados pela Secretaria do Planejamento e Gestão Pública para a construção civil. Em comparação ao mesmo período de 2013, o número de áreas licenciadas teve uma queda de 17,96%. 
O licenciamento é apenas uma intenção de construção. Mas quando uma construtora inicia o processo de licenciamento, o negócio imobiliário já foi viabilizado. Segundo José Batista Ferreira, engenheiro civil, proprietário da Costallat Engenharia, o setor passa por um período de estabilização, o que explicaria tal redução. "Após um período de mais de cinco anos, que foi uma certa euforia no setor da construção civil pela facilidade de crédito e outros fatores como a modalidade contratual de alienação fiduciária para a venda e compra dos imóveis, a tendência agora é, inicialmente, uma desaceleração que já está passando e estamos entrando num período mais seguro e equilibrado. É um processo natural”, explica. 
O processo de licenciamento de um empreendimento de prédios pode levar de um a dois anos. Neste sentido, as solicitações de licenciamento seriam concluídas em 2011. Daí surge a explicação de 2011 ter atingido 2,7 milhões de metros quadrados. 
O número representa um aumento de 35% em comparação a 2009, quando foi licenciado 1,7 milhão de metros quadrados. Contudo, Batista conta que o número de licenciamento não deve ser levado em conta como norte para o mercado. "Mesmo que o número de licenciamento tenha caído, não afetará o mercado, já estamos iniciando outro momento melhor para o setor de incorporações imobiliárias", revela o engenheiro.
Especulação imobiliária
Durante o período de 2009, considerado de euforia econômica, estima-se que pouco mais de 30 empresas do setor da construção civil de outras cidades e estados investiram em empreendimentos na cidade. José Batista Ferreira conta que em 2014, apenas quatro permaneceram. “O setor da construção civil é produção de ativos e por isso não aceita especulação notadamente causada pela euforia. Saímos de um período agitado e estamos entrando em um momento mais seguro. E em especial em Ribeirão Preto, onde há empresas muito sólidas e competentes no que fazem", diz.
Queda e estabilização
Comparando 2013 e 2014, os meses que apresentaram maiores reduções no número de metros quadrados licenciados foram julho e agosto de 2014. Durante estes meses, em 2013 foram licenciados para a construção em Ribeirão Preto, respectivamente, 261,3 mil metros quadrados e 474 mil metros quadrados. No ano passado, os números caíram para 101,9 mil metros quadrados e 192 mil metros quadrados – uma redução de 60%.
A recuperação veio em dezembro de 2014, quando a Secretaria do Planejamento licenciou 217,3 mil metros quadrados.
A contar pela experiência, José Batista Ferreira acredita que o número de áreas licenciadas deve manter esta média e até apresentar uma pequena queda, em função da estabilização do setor.
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Bruno Silva
Foto: Lídia Muradas
 

Fonte: Revista Revide On line